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HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NO BRASIL – PARTE 17

Por: Cmte. Pedro Canabarro Clique aqui para ver as outras partes

Transportes Aéreos Nacional 


A Nacional seria autorizada a voar em 26 de fevereiro de 1947, porém iniciaria suas operações somente no ano seguinte, após adquirir dois aviões Douglas C-47.

O começo das operações foi através de voos de fretamento. Devido às condições precárias de transporte terrestre e problemas na navegação marítima, Belém do Pará ficou sem combustível. A empresa de petróleo ESSO contratou então a Nacional para levar de avião tambores de gasolina, partindo de Fortaleza.

Voando além do limite permitido e aceitável pela legislação e pelo bom senso, a Nacional forneceu combustível para Belém até que as rotas marítimas fossem regularizadas. Tal operação deu um folego financeiro para a empresa, que proporcionou seu crescimento.

Após dois anos de operação, a Nacional já voava regularmente para algumas cidades, incluindo São Paulo, e contava então com seis aeronaves C-47.

DC3 da Nacional


Também naquele ano de 1950, a Nacional realiza sua primeira aliança e forma um consórcio com a VIABRÁS. Em seguida, inicia a ligação de Belo Horizonte ao Nordeste e incorpora as empresas OMTA e Central Aérea Limitada, que operava no centro oeste.

Seguindo a linha de incorporar empresas menores para crescer, a Nacional anexaria a Viação Aérea Santos Dumont (VASD) em 1952, passando a ser conhecida como Consórcio de Transporte Aéreo e chegando a 20 aviões C-47.

Em 1954, a Nacional atingiria 74 cidades no Brasil, além de Assunción, no Paraguai. Seguindo em suas aquisições, compraria a Companhia Itaú de Transportes Aéreos – uma empresa cargueira com cinco Curtiss C-46, e a Transportes Aéreos Salvador (TAS), que operava no estado da Bahia.

Em 1956, a Nacional era uma empresa valiosa e rentável, o que chamou a atenção de Linneu Gomes, da REAL, que adquiriu 85% das ações e seu controle.

Apesar de manter sua identidade, a Nacional vira parte do Consórcio Real-Aerovias e passa a ser administrada pela Real. O consórcio seria chamado agora de “Consórcio Real-Aerovias-Nacional”, formando um grande e poderoso grupo que atingiria todo o território nacional e muitos destinos internacionais.


Em 1961, as três companhias aéreas do consórcio Real-Aerovias-Nacional seriam compradas e acabariam incorporadas à VARIG.

Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (TABA)


Mas sua ideia de ser uma empresa regional amazônica ficaria no papel por mais alguns anos, pois o Ministério da Aeronáutica não via com bons olhos tal iniciativa e dificultava a tal ponto que Alberto Martins Torres acabaria por mudar o nome da empresa e o lugar de atuação.

Assim, em 1948, a TABA viraria Transportes Aéreos Bandeirantes e iniciaria sua operação ligando o Rio de janeiro a Laguna, em Santa Catarina, com dois PBY-5A Catalina. Em 1950 a TABA seria incorporada pelo Loyd Aéreo Nacional.

BAe 146-100 da TABA


A ideia original de Torres seria revivida em 1975 pelo ex-dono do Loyd Aéreo Nacional, Coronel Marcílio Gibson, que ressuscitaria a companhia, voando a partir de Belém (PA).

Companhia Itaú de Transportes Aéreos 


Transportes Aéreos Limitada (TAL)

Também fundada no boom da aviação nacional, em 1947, e iniciou suas operações em 1948 com dois aviões DC-3, ligando o Rio de Janeiro e Curitiba. Atingiria uma frota de cinco aeronaves DC-3. Em 1950, muda sua sede para Florianópolis e seu nome para Transportes Aéreos Catarinenses (TAC). Também naquele ano, seria absorvida pela Cruzeiro do Sul.

Transportes Aéreos Sul-Americanos (TASA)

Douglas B-18


A TASA surge com nome pomposo e pretensões enormes, mas seria mais um negócio de oportunidade. Como muitos naquela época, buscava conquistar qualquer rota que fosse, para depois vender a empresa a alguma companhia maior já estabelecida. Sua vida seria vida curta e nada glamourosa, desparecendo no mesmo ano de 1948. Chegou a ter 3 aeronaves Douglas, 2 DC-3 e um Douglas B-18, e a ligar, por alguns meses, São Paulo a Goiânia.

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