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HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NO BRASIL – PARTE 25

Por: Cmte. Pedro Canabarro Clique aqui para ver as outras partes

DIGEX    A DIGEX surgiu do empreendedorismo de um dos maiores grupos de logísticas dos anos 1970 e 1980, o Grupo Di Gregório, que tinha quase 2000 funcionários nos anos 80. O grupo resolveu abrir sua própria empresa de carga aérea para auxiliar em seu sistema de logística. Iniciou suas operações em 1990 com um Boeing 727- 44F que ligava o terminal cargueiro de Guarulhos ao de Manaus. A Empresa ficou com somente este avião até 1995 quando incorporou a sua frota um Douglas DC-8-62F. Mesmo possuindo apenas duas aeronaves, a DIGEX conseguiu atender rotas que atingiam Cuiabá, Porto Velho e Manaus.

Foto por Kambui – Wikicommons


Em 1997 a empresa ampliou seus voos para Córdoba na Argentina e ganhou uma licitação dos Correios para operar a rota Fortaleza – Manaus. Porém naquele mesmo ano de 1997, a empresa encerrou suas atividades aéreas. O Grupo Di Gregório enfrentou uma crise financeira séria que acabou por encerrar a curta carreira da empresa aérea cargueira.

BRASAIR

A BRASAIR ou Bras-Air Transportes Aéreos foi  fundada em 1990, pelo grupo Brazilian Express Holding LTDA, de propriedade de Ioannis Amerssonis e Marli Pasqualetto Amerssonis, mas iniciou suas operações somente no início de 1994, com autorização para voos cargueiros não regulares.


Em janeiro de 1996 a empresa suspendeu suas operações de maneira súbita, sem muitos dados disponíveis para que se possa explicar o motivo, assim como o ressurgimento da empresa no mesmo ano como BETA Cargo, ou Brazilian Express – Transportes Aéreos LTDA, de propriedade dos mesmos sócios. 

AIR BRASIL

A Air Brasil talvez seja um exemplo claro de como o mercado aéreo estava abalado no início dos anos 1990. Várias empresas tentaram surgir e por sua vez as tradicionais de alguma maneira tentavam impedir ou retardar as potenciais concorrentes. A ideia da Air Brasil nasceu em 1991, dentro da então maior e mais poderosa empresa de aviação executiva do país, a Líder Aviação. Seu dono e fundador José Adolfo Assunção, pensou em criar uma empresa aérea regular para operar na rota mais disputada do país, o eixo Santos Dumont, Congonhas e Pampulha. 

Crédito – Alexandre Dias – Wikicommons


Assunção levou sua ideia adiante determinado a ser também protagonista no cenário da aviação regular. O Piloto e empresário comprou 3 charmosos jatos ingleses Bae 146, contratou funcionários, treinou pilotos, e promoveu a estreia da empresa de maneira glamourosa e impactante. Assim, em uma chegada triunfal o primeiro Bae da Air Brasil pousou no Aeroporto Santos Dumont com o Príncipe de Gales e então herdeiro ao trono da Inglaterra, Charles, e a Princesa Diana a bordo.

Sem dúvidas, Assunção chamou muita atenção, inclusive de seus concorrentes, porém, após ter feito um investimento de grande soma, acabou desistindo do empreendimento, que segundo ele, a demora em obter a autorização de operação da empresa acabou tornando a mesma inviável. Assim, em mais um caso obscuro e carente de maiores informações no cenário da aviação brasileira, a Air Brasil encerrou sua marcante, porém meteórica carreira.

Transportes Charter do Brasil (TCB) A Transportes Charter Brasil foi mais uma empresa a ter uma história confusa e nebulosa, com poucos dados disponíveis para pesquisa e informações claras. Até mesmo a sua data inicial de operação é imprecisa. Fontes afirmam que foi criada em 1992, outras em 1994 e algumas em 1997. Porém o único consenso existente é que a empresa foi criada para voos cargueiros charters e para atender especificamente voos da VASPEX.

Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo,  a TCB teve o início de sua atividade registrada em 3 de novembro de 1992 tendo como sócios gestores Claudio Marcos Keller e João Carvalho Silva Filho.  A TCB começou sua vida empresarial com apenas um avião DC-8, passando a contar com mais dois, em sua frota a partir de 1999.

Com o declínio financeiro da VASP a empresa enfrentou problemas financeiros e acabou parando com a operação por alguns meses, até fechar um contrato com a Itapemirim, passando a voar com sua ocupação total fretada em seus três DC -8. No entanto, a crise cambial de 1999 também afetou a antiga frota, elevando seu custo operacional e fazendo com que a empresa parasse dois deles. Ainda com uma aeronave somente, conseguiu uma parceria com a VARIG Log.

As dívidas e os custos, porém, fizeram com que a empresa suspendesse temporariamente as operações em 2001. Voltou às atividades algum tempo depois após conseguir um acordo com a BETA Cargo e o Grupo GPT de Antônio Augusto Morato Leite,  para realizar voos para o Correio. Num primeiro momento tal acordo foi a solução dos problemas da TCB, porém o envolvimento com o grupo GPT foi fatal para sua existência. A empresa também foi atingida pelo escândalo de corrupção que envolveu os Correios e empresas de carga do setor, principalmente a Beta Cargo e Promodal do grupo GPT.

A TCB foi praticamente posta por força de lei ao chão e  agonizou até 2006, ano em que encerrou suas atividades, envoltas em vários processos e denúncias. 

#CmtePedroCanabarro #ComissãodeHistóriadaAviação

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