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Segurança de Voo: ABRAPAC e ASAGOL participam de Sessão Plenária do CNPAA


Representantes da ABRAPAC, ASAGOL, Fadigômetro e USP na 80ª Sessão Plenária do CNPAA.

A ABRAPAC e a ASAGOL participaram na quinta-feira (23/05) da 80ª Sessão Plenária do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), realizada na sede do CENIPA, em Brasília.


Para os aeronautas, o evento foi marcado pela apresentação pela Comissão Nacional de Fadiga Humana (CNFH) das conclusões e recomendações do Projeto Fadigômetro, que contou com importantes contribuições dos Profs. André Frazão (IB-USP) e Frida Fischer (FSP-USP), pesquisadores participantes da pesquisa cuja ida ao evento foi possibilitada pela ABRAPAC, e do estudo sobre regulação e jornadas irregulares, conduzido pela Dra. Izabela Tissot na Faculdade de Saúde Pública da USP.


Ambas as pesquisas trouxeram importantes recomendações visando a segurança de voo, as quais listamos a seguir.


1. Recomendações do Projeto Fadigômetro:


  • Manter as propostas de prevenção aprovadas na 77ª Sessão Plenária do CNPAA, que foram submetidas pelo Comitê para a ANAC. Tais mitigações comprovam os efeitos adversos das madrugadas e das operações entre 02h00 e 06h00 (Rodrigues et al. 2023), representando uma boa aplicação do modelo SAFTE-FAST (pequeno falso positivo para fadiga);

  • Que os modelos matemáticos não sejam utilizados como única fonte de informação para a tomada de decisões do tipo “Go”, bem como não sejam usados para contrapor um reporte de fadiga, ou descartar a fadiga em cenários hipotéticos de flexibilizações (grande falso negativo para a fadiga);

  • Que o total de jornada (excluindo sobreavisos), o número de etapas de operações e o somatório do número de etapas com os períodos de tempo em solo acima de uma hora, computados a cada intervalo de 168 horas, sejam considerados parâmetros chave nos processos de otimização das escalas de voo, mantendo suas médias e dispersões tão baixas quanto possível (princípio ALARA);

  • Que a jornada total seja limitada a 44 horas a cada período de 168 horas (desconsiderando-se sobreavisos e excetuando-se as escalas com voos internacionais de longo curso);

  • Que o número de etapas de voo seja inferior a 16 a cada período de 168 horas;

  • Que o somatório do número de etapas com os períodos de tempo em solo acima de uma hora seja inferior a 20, a cada período de 168 horas.


2. Recomendações do Estudo sobre Regulação e Jornadas Irregulares:


  • Madrugadas (00h00-06h00) consecutivas sejam evitadas;

  • Jornadas de início cedo (06h01-07h59) consecutivas sejam evitadas;

  • Inversões de horários na mesma programação sejam evitadas;

  • Monofolgas sejam evitadas e, quando necessárias, restritas a programações curtas e não disruptivas. Pode-se considerar jornadas disruptivas as jornadas na madrugada, de início cedo e de longa duração (acima de 9 horas);

  • Tempos de solo (sit times) acima de 1 hora sejam restritos e evitados;

  • Tempos de repouso entre jornadas considerem durações de traslados aeroporto/hotel e vice-versa, alimentação, higiene, preparação para dormir e ir trabalhar, e algum tempo livre.


Além de importantes para a prevenção de ocorrências aeronáuticas, os resultados apresentados têm um enorme potencial para contribuir com a revisão e melhoria do RBAC 117, tornando a aviação brasileira ainda mais segura.


Outros temas relevantes para a segurança, abordados na Plenária, foram a “ADI 5667 e a Proteção das Informações de Segurança de Voo” (AJUFE); “Tendências de Colisões com Fauna no Brasil: Considerações para Gestores de Segurança Operacional” (EMBRY-RIDDLE); “Novas Tecnologias Embarcadas: Uma Pesquisa com o Simulador T-4000 da Aeronave T-27M” (Universidade Tuiuti do Paraná - UTP); e “Relatório de Análise de Desempenho de Vigilância Operacional no Serviço de Navegação Aérea" (ASOCEA).


Também foram feitas revisões pelas seguintes comissões: Comissão de Formação, Capacitação e Instrução do Comissário de Voo (AEROTOD); Comissão Nacional do Risco da Fauna (INFRAERO); Comissão de Segurança de Voo na Manutenção (CSV CONSULTORIA SEG VOO); e Comissão sobre Mobilidade Aérea Avançada (MAAv) no Brasil (SERIPA VI).


Estiveram presentes ao CNPAA, representando as associações, o Sr. Maurício Pontes, Analista de Safety da ABRAPAC, e o Sr. Eduardo Furlan, Analista de Safety da ASAGOL. O Cmte. Tulio Rodrigues, Porta-Voz Científico do Fadigômetro, foi o responsável por trazer os resultados das pesquisas em nome da CNFH, em apresentação que também contou com a participação dos Profs. André Frazão e Frida Fischer.


 

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